Erro 1: trabalhar antes de registrar
O registro deve existir desde o primeiro dia — inclusive no contrato de experiência. Dias trabalhados sem registro são vínculo informal comprovável (câmeras, mensagens, testemunhas) e multa administrativa. O período de teste informal antes da carteira é lenda perigosa: juridicamente, já é emprego.
Erro 2: contrato de gaveta genérico
Contratos copiados não descrevem a função real, a jornada real e as políticas da empresa. Depois, na audiência, vale a realidade — e a empresa sem papel específico perde a discussão de desvio de função, acúmulo e horas extras. Cada função merece descrição própria, e mudanças, aditivos assinados.
Erro 3: experiência mal formalizada
O contrato de experiência (até 90 dias, com uma única prorrogação dentro do limite) precisa ser escrito, assinado antes do início e com datas corretas. Vencido o prazo sem rescisão, vira contrato por prazo indeterminado automaticamente — com aviso prévio e multa cheia na dispensa.
Erros 4 a 7: o quarteto caro
Completam a lista dos campeões de condenação:
- Contratar PJ para função subordinada — o vínculo é reconhecido e os encargos retroagem
- Pular o exame admissional — obrigatório, e a única proteção contra alegações de doença anterior
- Promessas verbais na entrevista (comissões, cargos, prazos) — viram prova testemunhal contra a empresa
- Salário parcialmente por fora — integra tudo (13º, férias, FGTS) e ainda gera multas e juros
Como o advogado pode ajudar
Montamos o kit de contratação da sua empresa: modelos de contrato por função, políticas internas (ponto, reembolso, conduta), fluxo de admissão com checklist e orientação para entrevistas. Contratar bem é a forma mais barata de nunca precisar de defesa.
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso. Fale com um advogado do escritório pelo WhatsApp (61) 98515-6890 ou agende uma consulta.