Estelionato e golpes digitais: como agir

Golpes migraram para a tela do celular — e a lei endureceu: a fraude eletrônica pune com até 8 anos. Veja os dois lados: vítima e acusado.

O que é estelionato

Estelionato (art. 171) é obter vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo alguém em erro por meio de fraude. Pena: 1 a 5 anos de reclusão e multa. Desde 2021, a fraude eletrônica — cometida com uso de redes sociais, e-mails ou aplicativos — é qualificada: 4 a 8 anos, refletindo os golpes do Pix, do falso boleto, da clonagem de WhatsApp e dos falsos leilões.

Se você foi vítima

Aja rápido, nesta ordem:

  • Comunique o banco imediatamente e acione o MED (Mecanismo Especial de Devolução) do Pix — as primeiras horas decidem o bloqueio dos valores
  • Registre boletim de ocorrência (pode ser online) com todos os prints, comprovantes e dados do golpista
  • Preserve as conversas — não apague nada
  • Notifique a plataforma (Meta, Instagram, marketplace) para derrubar perfis falsos
  • Procure orientação jurídica: além do crime, cabe ação cível contra o golpista e, em certos casos, contra bancos e plataformas que falharam na segurança

A representação da vítima e os prazos

Na maioria dos estelionatos, o processo depende de representação da vítima no prazo de 6 meses — exceto contra idosos, vulneráveis, a administração pública ou quando a vítima é incapaz. Perder o prazo pode inviabilizar a punição: procure orientação logo.

Se você foi acusado

Nem todo negócio frustrado é estelionato: o mero inadimplemento civil (dívida não paga, serviço malfeito) não é crime — falta o dolo de fraudar desde o início. A defesa explora essa fronteira, a ausência de representação válida, a devolução dos valores (que reduz a pena e viabiliza acordos) e o ANPP, cabível em várias modalidades.

Como o advogado pode ajudar

Para a vítima: correr atrás do dinheiro (bloqueios, ação cível, responsabilidade dos bancos) e sustentar a representação criminal. Para o acusado: distinguir crime de inadimplemento, negociar reparação e acordos e evitar condenação. Atendemos os dois cenários em Novo Gama, Brasília e entorno.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso. Fale com um advogado do escritório pelo WhatsApp (61) 98515-6890 ou agende uma consulta.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Caí no golpe do Pix. O banco devolve?
Pelo MED, os valores ainda parados na conta do golpista podem ser bloqueados e devolvidos — por isso a comunicação imediata é vital. Falhas de segurança do banco também podem gerar responsabilização judicial.
Dívida não paga é estelionato?
Em regra, não: é inadimplemento civil, cobrável judicialmente, mas sem crime. O estelionato exige fraude desde o início — a intenção de nunca cumprir, comprovada por elementos concretos.
O golpista está em outro estado. Onde denuncio?
Desde 2021, a competência do estelionato por transferência é do domicílio da vítima — você registra e o processo corre na sua comarca.
Emprestei minha conta e viraram laranja. Respondo?
Ceder conta para receber valores de golpe pode configurar participação no crime ou lavagem, mesmo alegando desconhecimento. A defesa técnica é indispensável — e quanto antes, melhor.

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